Somos o Coletivo Memória e Utopia, grupo com vínculos formais ou históricos com diferentes igrejas cristãs.  Testemunhamos e vivenciamos as ações humanizadoras de busca da democracia, da cidadania, da justiça social e da paz, juntamente com os processos de renovação e de transformação das práticas das igrejas cristãs durante os anos 1980, período que inicia a abertura democrática no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Somos um coletivo que deseja refletir sobre diversos temas e situações que afligem atualmente a sociedade, e, com isso, possibilitar espaços de articulação e de animação entre pessoas e grupos interessados. Tudo isto com vistas ao enfrentamento dos desafios do tempo presente por intermédio de processos de renovação crítica da relação religião e sociedade e dos processos culturais e políticos que marcam o cenário social.

 

Não desejamos nos sobrepor aos objetivos e ações de outros grupos e organizações nos campos social, eclesial, político ou ecumênico. Entendemos que nossas atividades podem e devem se somar às ações de grupos já existentes, cooperando com esforços que enfatizem a relevância da memória e da utopia, contribuindo também para que tais dimensões possam iluminar a trajetória de quem busca as possibilidades de diálogo e de empoderamentos de grupos que almejam a justiça.

O coletivo foi formado no Rio de Janeiro, em 2019, em um momento em que a exclusão socioeconômica e a situação ambiental assumiam caráter de emergência global. Ao mesmo tempo, víamos o nítido avanço de posições sociopolíticas mais conservadoras, autoritárias e obscurantistas, com a intensificação de modelos econômicos excludentes, precarização do trabalho e dos serviços de saúde e educação públicas, aumento da xenofobia, dos sexismos, dos racismos, da intolerância religiosa e de tantos outros preconceitos. Tudo isso com um alinhamento de grande parte dos cristãos. Neste contexto, sentimo-nos convocados e convocadas a meditar, discutir e propor!

O governo federal do Brasil assumiu em 2019 um explícito projeto de promoção do esquecimento e de revisão da história do país. Espera-se esconder feridas abertas, nunca saradas e cada vez mais latejantes, em especial aquelas relacionadas aos crimes da ditadura militar, e minorar, cada vez mais, o lugar e o protagonismo dos movimentos sociais e suas conquistas históricas visando a democracia em seu sentido amplo. É objeto de atenção e preocupação o papel exercido por significativa parcela das igrejas brasileiras nesse processo de apagamento da história, de amnésia social e de reforço do obscurantismo e das culturas de violência e de ódio.

Acreditamos no valor da memória não só como recuperação importante do passado, mas também como utopia. É o olhar para o passado como algo que alimenta o presente e o futuro. Por isso, seguimos o que diz o teólogo Rubem Alves, quando pensa a memória como esperança e utopia: “A memória tem uma função subversiva. (...) Talvez que a memória das esperanças já mortas seja capaz de trazê-las de novo à vida, de forma que o passado se transforme em profecia e a visão do paraíso perdido dê à luz a expectativa de uma utopia a ser conquistada”. E, como repetidas vezes cantamos em outras décadas: “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito”.  

 

O Coletivo Memória e Utopia se dedica à organização de eventos e atividades que possibilitem formação e articulação de pessoas e grupos afinados com princípios democráticos e que sejam animadores e facilitadores de processos nos quais a recuperação da memória social atue como recurso importante para a construção da justiça, da paz e da integridade da criação.

 

 

 

Como pais, mães, profissionais, ativistas que somos, consideramos que temos uma responsabilidade com os conteúdos que promovam o espírito ecumênico, os direitos humanos e da terra e a democracia. Nosso desafio é, à luz de nossa fé e de uma visão sociopolítica crítica, tornarmos a memória de diferentes momentos significativos disponível da melhor maneira possível para as novas gerações e para grupos sensibilizados.

Somos um coletivo cuja identidade está em construção. Nossa intenção é que tal característica seja contínua e que nos acompanhe “enquanto dure”. Desejamos ser um espaço educativo e afetivo de articulação coletiva nas questões que envolvem a memória dos projetos libertadores e como eles incidem nas visões utópicas que possam iluminar o presente.

O GT 2019-2020 é composto pelos seguintes integrantes: Claudio Ribeiro, Leonardo Viana, Magali Cunha, Márcia Evangelista, Márcia Santos, Mônica Souza, Nalu Rosa, Roberto Pimenta, Rosemere Rodrigues e Vera Lunardi. 

                                         Contate-nos: memoriaeutopia@gmail.com   

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